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quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Buenas Pizzas




Bom, há controvérsias, e longe de mim ficar colocando o dedo (yuck!) na pizza alheia, mas não acho as pizzas de Buenos Aires boas no geral. Elas podem ser de dois tipos: a la piedra(massa fina) ou al molde (massa grossa) e tendem a não ter muita graça. Uma coisa meio assim, de presunto com pimentão (não gosto de presunto em pizza), de umas coisas chatas, comidas com fainá (que é uma massa feita com farinha de grão de bico e óleo, assada, que se come fria junto com a pizza - essta eu tb nunca entendi).

Entretanto, existe um lugar em que você simplesmente come uma pizza DE-LI-CI-O-SA, pra quem gosta de pizza grossa... O Palacio de la Pizza fica na Calle Corrientes, perto dos teatros, e é uma tradição de quem trabalha no centro. Na hora do almoço, o enorme salão fica ensurdecedor, cheio de gente... os garçons são old school, te trazem o pedido sem anotar, arremessam os talheres na sua mesa e se bobear, a tampa da garrafa de refrigerante no seu pé. Apesar disso, vale a pena. Digo vale a pena com todas as letras... A napolitana de masa al molde, um arraso... cheia de mussarela e tomate, coberta com parmesão (uns 25 pesos, a média). A de aliche tb é uma coisa do outro mundo, mas a padrão de aliche deles vem sem mussarela, então, se você é dos meus e acredita que pizza sem mussarela não é pizza, peça à parte.

Infelizmente, sempre eu eu vou até lá, me esqueço de tirar a foto. Pelo menos dessa vez deu pra ter uma idéia do que se tratava.

segunda-feira, 21 de maio de 2007

Must-haves de Buenos Aires 2

Cheesecake não é pra todo mundo. Tem gente que acha uma sobremesa boba, especialmente em um país como o Brasil, que ama chocolate e tem pouca paciência com bolo de queijo, especialmente fora de Minas Gerais.

Um dos aspectos que realmente valorizo em qualquer restaurante, bar of afim é a consistência dos produtos. Sou um ser de hábitos e como tal, nada me irrita mais que ir a um lugar previamente delicioso que está uma porcaria. Pouco me interessa o motivo.


Convenhamos que em termos de consistência, o Mc Donalds é o cara! Eles conseguem ter o mesmo cheiro em todos os lugares do mundo (ok, ok, menos em alguns Mcs porcos imundos em NYC e outros lugares dos EUA, onde a coisa já descambou mesmo). E eles tem um cheesecake na Argentina que é de comer ajoelhado. Simplesmente é cremoso, alto, gostoso, com uma calda incrível e CON-SIS-TEN-TE!!!! Isso mesmo, amigos! Todo dia é igual! Fantástico.

Hard Rock Cafe - Buenos Aires

O museu de arte moderna de Buenos Aires (MALBA) abrigou recentemente duas exposições interessantes, uma do Volpi, com várias obras e uma retrospectiva interessante do pintor, e outra do La Chapelle, fotógrafo/diretor de clipes/queridinho de celebs e do mundo publicitário. Lá fomos nós (mi hermana y yo) ver a exposição, que se mostrou interessante, mas com poucas obras (principalmente o LaChapelle). Na saída, eu estava alucinada pra comprar umas Lomos (máquinas russas queridinhas do povo mudérno, que não são lá muito fáceis de se achar), mas fecharam a porta do lojinha da museu na nossa cara, para meu desespero e promessa de que voltaríamos no dia seguinte. Lógico que levamos uns dois ou três dias pra voltar e eu já comprei duas (link do roteiro do da balada de compra das Lomos), porque, afinal, Lomos existem para ser amadas…

Saindo do museu, passeamos um pouco pelas ruas de Buenos e decidimos comer em algum lugar próximo… depois das nossas lombrigas conversarem, decidimos ir ao Hard Rock Cafe – sim, sim… é piegas, mas serve uns hambúrgueres mighty – e chegamos lá apavoradas de fome.

Descobrimos também que na Argentina, nem o Hard Rock funciona. Eles treinam os garçons pra atenderem rápido, que entendem errado e ficam fazendo uma pressão sem tamanho em cima de você. A menina quase teve que ser morta a pedradas, de tão chata que ela foi para que fizéssemos o pedido.

Pedimos uma porção de nachos (admito, eu coloquei lenha na fogueira), que se mostrou impressionante. Veio quente, cheirosa e linda. Feijões vermelhos e tudo mais… delícia.

Depois, eu pedi umas fajitas e a Bobbita pediu um sanduíche de carne de porco desfiada. Admito que a cara do bicho tava ótima no cardápio, mas quando chegou à mesa, estava seco e sem muito gosto. Bobbita não se deixou abater e comeu bonitinha.

Minhas fajitas vieram em uma porção gigantesca, que serviria duas pessoas facilmente. Sobrou comida (e olha que eu não sou de negar fogo…). Mas estava muito boa. Mudaria talvez o tempero do guacamole, mas isso é bem pessoal. A carne estava macia, veio em uma chapa quente, com cebolas e pimentões... realmente apetitosa.

Enfim, comemos, comemos e depois tivemos que pegar um táxi pra balada, porque ninguém conseguia se movimentar direito. Ainda bem que conhecíamos as donas do bar, assim não deu vergonha de pedir um Eno básico...

quinta-feira, 29 de março de 2007

Te Mataré Ramirez


Já tinha ouvido falar do Te Mataré Ramirez, um restaurante afrodisíaco de razoável renome em Buenos Aires. Numa quarta-feira de tédio, após oitocentos e vinte e cinco dias de filé de merluza com purê, eu e Bobbita resolvemos nos aventurar por esse mundo oculto... Liguei para o lugar e me disseram que ainda conseguiriam reservar uma mesa.

Chegamos ao lugar e realmente estava cheio. Uma agradabilíssima surpresa foi o serviço, especialmente quando se leva em conta o panorama geral do serviço dos restaurantes argentinos, que é bastante baixo. Durante todo o tempo em que estivemos lá, não nos sentimos deixadas de lado por um momento.

O restaurante tem um atmosfera... erótica. Não tem como expressar em outra palavra. Luz baixa, praticamente só das velas das mesas. Quando você entra, leva um certo tempo para se acostumar à luminosidade. Mesas de dois lugares. Praticamente só casais. Música ambiente de bom gosto: bossa, lounge... O cardápio apresenta ilustrações pra lá de quentes, com textos de Isabel Allende.

Nos sentamos em uma mesa para duas pessoas, eu em um sofá de veludo vermelho
e a bobbita em frente. na mesa, a programação do mês, que inclui shows sexo explícito de marionetes (esse foi hoje), tarot do amor, noites de jazz, música francesa, até aulas de strip dance para mulheres, oficinas de jogos eróticos... de um tudo. O show de marionetes eróticos não é só erótico... é uma gemeção que chega a abalar os nervos dos mais desavisados. Benzadeus. Mas é engraçado. Pra quem não se abala e consegue ver a graça da coisa.


Pedimos um malbec Finca los Alamos e para entrada um prato chamado Tu tormenta viril obriga a mi boca sorprendida, que consistia em trufas de coelho e gengibre envolvidas em massa filo e salpicadas com gergelim e pacotinhos de bacon tostado envolvendo queijo de cabra, com concassê de tomate e coentro. Realmente o concassê passou longe, mas o prato estava delicioso. O bolinho de coelho com massa filo estava dalicioso, suave, contrastando com o sabol do bacon com queijo de cabra, que também estava sequinho e crocante. Ainda veio um umeboshi (ou algo do gênero, porque estava tao escuro que esses pequenos detalhes passam meio despercebidos.


Para o prato principal, fui na sugestão da Bobbi, que já tinha ido ao restaurante, e pedi Me entregué a un goce deliciosamente vulgar, que era um tagliatelle meio oriental, salteado com legumes e molho oriental, acompanhado de rolls de salmão e pimentões. A apresentação do prato foi interessante, pois o tagliatelle veio em uma cesta crocante de parmesão, uma coisa deliciosa, apesar de se sobrepor levemente ao prato, que tem um sabor mais delicado. O tagliatelle estava no ponto, os legumes também... uma delícia... os rolinhos de salmão, por sua vez, ficaram meio perdidos. Vieram empanados, perdidos ao lado da cesta e ninguém sabia direito o que eles foram fazer aí. Mas no geral, o prato foi bastante satisfatório. A apresentação poderia ser melhor, mas também no escuro, com aquele monte de gente no foreplay, sei lá se importa tanto. O casal do lado também pediu pratos bonitos, informa a pequena bisbilhoteira da Estrela. Para sobremesa, eu pedi um tiramisu com peras ao malbec, que poderiam estar menos doces, e a Bobbi pediu profiteroles, que não estavam incríveis, mas tudo bem. O restante estava mais que satisfatório.

Em suma, vale a pena. Chicks will love it. Custa mais caro que a média (gastamos 200 pesos em duas pessoas, com vinho mediano, entrada, prato principal, sobremesa e água), mas ainda é barato para padrões paulistanos. E não leve a sua avó. Ela pode não achar tanta graça.

Te Mataré Ramirez
Paraguay 4062, Buenos Aires
54-11-4831-9156
www.tematareramirez.com

terça-feira, 27 de março de 2007

Must-haves de Buenos Aires - Parte 1



Cono de dulce de leche do Mc Donald's. Baratinho (ARS 1,50) e faz os seres humanos tão felizes. Textura incrível, sabor suave. Um must-have. Bobbita não vive sem.

sábado, 24 de março de 2007

Deep Blue


Estávamos eu e Bobita em busca de um lugarzinho bacana para comer algo, tomar um chopp e jogar uma sinuca, quando avistamos o Deep Blue. O lugar parecia bacana e um amigo nos havia indicado, então não pensamos duas vezes. Suportamente, haveria chopeiras individuais nas mesas, fato que encaramos com muita alegria.

O lugar é realmente bonito, com uma decoração interessante, com mesas de sinuca novas, tacos novos, tudo personalizado, uma belezinha. Decidimos então iniciar os trabalhos. Neste momento, de canecas em punho, nos deparamos com o primeiro problema: as chopeiras não funcionavam às quartas, apenas a partir de sexta-feira. Macambúzias, baixamos nossas canecas e aceitamos os chopps regulares.

Depois optamos por besteirinhas, pois todos merecemos encher a cara de carboidratos aqui e ali. Pedimos então as batatas fritas top secret, cujo segredo será revelado aqui, meus amigos, e uma porção de nachos.


As batatas estavam boas, secas e frescas, com um molho especial que trazia um pouco de creme de leite (a crema entera, super popular na argentina, principalmente como base para molhos), caldo de carne, ervas e um pouco de pimenta.



Os nachos estavam incríveis, sequinhos, quentes e bem recheados, com pimentão, sour cream, tudo o que tínhamos direito. Muito bom realmente.

O problema foi subestimarmos o preço dos chopps. Caríssimos, a 12 pesos o copo, nos fizeram deixar a bagatela de 170 reais no local. Nem foram tantos chopps, mas em compensação, fichas de sinuca... ah, essas nos levaram à falência. As mesas na argentina têm as caçapas americanas, maiores, o que fez com que nossas partidas durassem poucos minutos. E cada partida custava quase 7 pesos, um absurdo para os padrões argentinos (eu e a Nina tivemos uma experiência insólita em uma sinuca com fichas a 2 pesos). Conclusão: saímos alimentadas, meio breacas e muito assustadas com a proporção que o chopp e a sinuca podem tomar por aqui.

Deep Blue
Ayacucho, 1240
Barrio Norte
www.deepblue.com.ar